Eu, Pedro Soares, quero agradecer aos professores por nos terem ajudado em todos os trabalhos realizados e pelo esforço que fizeram por nós 8ºD.
Obrigado e os melhores cumprimentos do aluno Pedro Soares.
terça-feira, 3 de junho de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
A nossa exposição “Encontro de Culturas”,
Nos dias 27, 28 e 29 de Maio decorreu, na nossa escola, a exposição “Encontro de Culturas”, no âmbito do Projecto Nacional de Educação para o Empreendedorismo, que resultou de todo o trabalho desenvolvido por nós ao longo de todo o ano lectivo.
De acordo com a planificação prévia desta actividade, dinamizámos diferentes espaços com variadas actividades de cariz artístico, de entre as quais se destacaram o laboratório de fotografia, a animateca, o estúdio de fotografia e a sala de expressões, que acolheu artesãos da região. Na área da cerâmica, marcou presença a artista Manuela Soares, que habitualmente representa a autarquia em diferentes mostras de artesanato nacionais e internacionais. A Associação “Qualificar para Incluir” participou com produtos de tapeçaria e de doçaria tradicional. Também apresentámos peças executadas no atelier “Arte e Poesia” e revelámos a arte fotográfica da nossa professora de Ciências Naturais. Simultaneamente partilhámos algumas apresentações multimédia dos eventos em que participámos e exposições de fotografia artística, que acompanhámos com outra forma de arte: a poesia.
No dia 29 recebemos a Dra. Andreia Freitas, responsável pelo projecto gráfico da revista “Ideias e Negócios”, que desenvolveu uma palestra sobre Design Gráfico.
Contámos igualmente com a honrosa visita da Vereadora da Educação da Câmara Municipal de Lousada, Dra. Sofia Centalha, que veio acompanhada por uma turma PIEF e que aproveitou a oportunidade para agradecer a nossa participação nas III Jornadas Sociais de Lousada.
De acordo com a planificação prévia desta actividade, dinamizámos diferentes espaços com variadas actividades de cariz artístico, de entre as quais se destacaram o laboratório de fotografia, a animateca, o estúdio de fotografia e a sala de expressões, que acolheu artesãos da região. Na área da cerâmica, marcou presença a artista Manuela Soares, que habitualmente representa a autarquia em diferentes mostras de artesanato nacionais e internacionais. A Associação “Qualificar para Incluir” participou com produtos de tapeçaria e de doçaria tradicional. Também apresentámos peças executadas no atelier “Arte e Poesia” e revelámos a arte fotográfica da nossa professora de Ciências Naturais. Simultaneamente partilhámos algumas apresentações multimédia dos eventos em que participámos e exposições de fotografia artística, que acompanhámos com outra forma de arte: a poesia.
No dia 29 recebemos a Dra. Andreia Freitas, responsável pelo projecto gráfico da revista “Ideias e Negócios”, que desenvolveu uma palestra sobre Design Gráfico.
Contámos igualmente com a honrosa visita da Vereadora da Educação da Câmara Municipal de Lousada, Dra. Sofia Centalha, que veio acompanhada por uma turma PIEF e que aproveitou a oportunidade para agradecer a nossa participação nas III Jornadas Sociais de Lousada.
domingo, 18 de maio de 2008
Parabéns rapaziada!

A turma 8ºD participou nas III Jornadas Sociais de Lousada, tendo apresentado alguns dos trabalhos realizados no Projecto "Encontro de Culturas", no âmbito do Projecto Nacional de Educação para o Empreendedorismo da escola. Nesta intervenção foram acompanhados por alguns professores - Profª. Isabel Silva, Prof. Pedro Horta e Profª. Cristina Paes - e pelo Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento - Prof. Sobral Torres.
A intervenção resultou muito bem e o público presente escutou atento, aplaudiu e elogiou o trabalho desenvolvido.
Há dias fantásticos, não há?! Parabéns!
terça-feira, 13 de maio de 2008
Seremos repórteres...

No próximo dia 21 de Maio irá realizar-se aqui na escola (EB 2,3 D'Agrela) um Encontro Regional de Desporto Adaptado. Nós somos os responsáveis pela cobertura video-fotográfica do acontecimento. Haverá outras iniciativas paralelas e estamos já a preparar umas entrevistas!
Desta vez seremos repórteres...
Jornal "O Lecinha" - Nº3 Ano VIII
Está já a ser preparado o nº3 do jornal do agrupamento. Mantendo o tema transversal do ano lectivo "O que fazer com as novas tecnologias?", este número tem como tema específico
"Ambiente e Cidadania".
Não deixem de contribuir com material para publicação. Os alunos das turmas do 8º ano estão a trabalhar "em grande". Aguardem!...
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Gestão Sustentável dos Recursos

Quando tiverem 21 minutos de tempo disponível, não deixem de ver o vídeo http://video.google.com/videoplay?docid=-3412294239230716755&hl=en e meditar sobre o assunto...
O futuro do planeta está nas nossas mãos!
sábado, 3 de maio de 2008
Outros colegas empreendedores…
A Ana Cláudia Paiva e o Tiago Moreira do 9º C participaram no I Concurso Literário Dom Duarte Lemos, em Águeda. Atendendo à qualidade dos textos que apresentaram, decidimos divulgá-los esperando que os mesmos constituam incentivo para outras acções empreendedoras. Fica ainda o registo de uma pequena narrativa, muito expressiva, do Eliano Santos do 9º B.
Parabéns a todos!
Era uma tarde como outra qualquer. O sol outonal brilhava esplendorosamente naquele imenso céu de tons azulados e alaranjados. Uma agradável brisa acariciava os seus cabelos loiros que percorriam os infinitos campos de trigo. De repente, parou e deixou-se cair à sombra da sua árvore preferida: era um carvalho gigante, cujas folhas exibiam uma cor fascinante de um alaranjado e amarelado vivos. Também estas dançavam ao sabor do vento e o som que faziam transmitia uma sensação de paz e felicidade inexplicáveis, e um cheiro a jasmim pairava no ar. Esta combinação de cores, sons e aromas fazia com que David se sentisse vivo! Extremamente vivo!
David sempre foi uma criança alegre, activa e feliz. Era um apaixonado pela vida, por viver! Um optimista sem limites! Sempre fora bastante independente… Vivia bem sozinho com a vida! É claro que tinha amigos e gostava de estar com a família, mas o sentimento que tinha pela Natureza, pelos animais, enfim, por tudo o que fazia parte da vida era maior. De uns olhos castanhos anormalmente expressivos, David era um rapaz simples, modesto e de uma simpatia que lhe conferia uma beleza diferente. David morava numa quinta, no fim do mundo. Como todos os rapazes de doze anos, que viviam em quintas, David adorava correr pelos campos e descobrir novas coisas.
Um dia, numa das visitas ao seu avô, aquele que era o seu confidente, e por quem sentia uma admiração e um respeito enormes, David pediu-lhe que lhe contasse uma daquelas histórias que lhe eram tão familiares, que o faziam sonhar.
Desta vez, a história baseava-se na imortalidade. Quando esta palavra soou nos ouvidos de David, os seus olhos iluminaram-se! A ideia de viver eternamente enchia-o de esperanças e de sonhos e uma enorme felicidade preenchia-lhe a alma…
“… Então diz a lenda que quem provar uma Pêra de uma certa árvore situada lá para sul, será imortal…” – quando o avô disse isto, David só pensava que apenas uns meros quilómetros o separavam do seu mais recente objectivo: tornar-se imortal. Depois disto, David não pensava em mais nada, só em crescer o mais rápido possível para se poder aventurar e partir em busca da tão desejada Pêra.
Os anos foram passando lentamente aos olhos de David. Mas ao fim de sete, continuava a ser um jovem estranhamente bonito, com a mesma expressividade no olhar, e com o mesmo sonho!
Quando completou dezanove anos, partiu em busca do seu tesouro, daquele que o fazia ter esperança. Partiu em busca da Pêra! Pelas indicações do seu avô, o que David ambicionava, estava relativamente perto: a uns duzentos quilómetros. Assim, saiu de casa, ainda de madrugada, e apanhou um comboio para Éden – a vila onde se localizava a pereira.
Éden era uma vila fantasma. Estava deserta e um nevoeiro espesso cobria-a. O vento assobiava músicas tristes e um cheiro a alfazema preenchia as ruas estreitas da vila. David, um amante da vida, ao ver esta paisagem, estremeceu e um frio incómodo percorreu-lhe o corpo. Mas, mesmo assim, não conseguiu desistir e foi à procura da árvore. Encontrou-a uma hora depois, e nesse tempo, não viu uma única alma. Mas o que lhe interessava isso? Acabara de encontrar a sua tão desejada Pêra! Sentiu uma satisfação tão grande ao pegar nela, que nada poderia estragar aquele momento. Até que, do meio do nevoeiro, surgiu uma rapariga que lhe tirou a Pêra das mãos. Ao aperceber-se desta situação, David revoltou-se e perguntou porque é que a misteriosa recém-chegada lhe tirara a Pêra.
Mal chegou a casa, pousou a mochila num canto da sala e seguiu para o seu quarto. As aulas tinham terminado. Tinha acabado de completar o nono ano com notas excelentes, e este era um dos motivos pelos quais o Sérgio se sentia realizado.
Sem mais nada para fazer, dirigiu-se calmamente para um cadeirão onde se afundou. À sua frente tinha uma grande varanda, a maior de sua casa, e tinha como fundo uma bela paisagem de montanhas altas, vestidas de um verde vivo típico da época. Ainda não era noite, e por isso o Sol iluminava cada canto da floresta que cobria todo o seu campo de visão. Aquele era o cenário perfeito para imaginar umas férias perfeitas, segundo o que ele pensava.
Era um rapaz pacato. Gostava de praticar desporto, principalmente futebol. Era apaixonado pelo xadrez, por música, pelos livros e não desgostava de andar de bicicleta. Tinha um bom temperamento. Não negava ajuda aos outros e manifestava constantemente uma enorme alegria e vontade de viver…
O Sérgio tinha finalizado um ano particularmente especial. Recordava nitidamente a sua viagem de finalistas, aquela semana que jamais esquecerá, pois todos os momentos que passa com os seus amigos são inesquecíveis. Ao longo do ano atingira com sucesso todas as etapas que ele próprio definira, conseguindo alcançar notas com níveis acima da média. Mostrara-se sempre responsável, nas tarefas que lhe eram solicitadas, e acreditava seriamente que rara fora a vez que desiludira alguém. Tinha sido um ano excelente e, por isso, merecia o descanso que chegara.
Agora encontrava-se ali, a pensar nas Férias de Verão que iam então começar. Jamais ia descartar os amigos. Para ele se sentir bem tinha de estar sempre inserido no seu grupo e queria divertir-se ao máximo com eles: passear – de bicicleta ou a pé – pela região e aproveitar o bom tempo que se fazia sentir. O calor estava mesmo a convidá-lo para uns mergulhos no mar, no rio ou na piscina.
Ler fazia também parte dos seus planos. Para onde quer que fosse, um livro andava sempre com o Sérgio. Ele sabia que na imaginação de um autor ou num bom livro o impossível pode sempre acontecer…
Ele é sociável e, portanto, gostava de conhecer novas pessoas que partilhassem os mesmos interesses. Nos tempos mortos (quem não os teve alguma vez?), iria para o computador ou então jogar consola.
Uma vez que já imaginara as férias que gostava de ter, decidiu recordar algumas situações que viveu e que sentiu no ano que tinha terminado.
Fora sobretudo o ano da descoberta. Pela primeira vez observava o mundo com outros olhos. Descobrira as amizades, fizera as opções que iam determinar o seu futuro, não só académico, como também profissional, divertira-se nas alturas em que isso era possível e superara alguns desafios que lhe foram propostos. Por todas estas razões sentia aquela felicidade que parecia armazenada no seu peito. Não negava que se sentia cansado e que estava à espera daquelas férias há já algum tempo, mas tudo isso é natural na adolescência, esse misto e confusão de sentimentos…
Comentara muitas vezes com os seus colegas que o ano estava a voar e era verdade. Parecia-lhe que ainda há pouco tinha iniciado o ano lectivo que terminara há uma hora atrás, mas logo dava conta que afinal já estava ali, sentado, a observar aquela paisagem que lhe transmitia tranquilidade. Gostava do sítio onde morava, era das poucas freguesias do seu distrito que estavam pouco industrializadas e desejava que assim permanecesse durante muitos e longos anos. Aquela era a pequena vila onde nascera e crescera e vê-la destruída era algo que não queria.
Não tinha irmãos e, como os seus pais trabalhavam durante o dia todo, pensou em organizar uma festa para um grupo restrito de amigos. Não seria algo muito elaborado! Pensava organizar um jantar feito pela sua mãe (que preparava uns petiscos muito bons) e seguidamente as pipocas e um filme iriam marcar presença. Não podia ser naquele dia pois já não havia tempo para os preparativos, mas seria num dos dias seguintes, para iniciar de uma boa maneira as férias.
Esperou que os pais chegassem a casa e explicou-lhes a sua ideia. A autorização foi concedida. Cada vez mais feliz, convidou os seus cinco amigos especiais e eles aceitaram. A festa da segunda-feira seguinte estava assegurada.
O fim-de-semana passou rapidamente. Como ainda não tinha nada combinado, decidiu ler e duas horas antes da pequena festa, já estava a chegar ao fim do livro. E reparou, então, que tinha de parar para organizar os últimos preparativos.
O jantar estava pronto quando o seu grupo chegou. A mãe do Sérgio tinha-se prontificado a ir até lá a casa fazer o manjar, mas logo depois saiu para o seu turno. O pai dele não iria chegar tão cedo e, portanto, eles estavam sozinhos em casa. Não havia qualquer problema. Depois do jantar, as pipocas entraram em acção, bem como o thriller que eles tinham escolhido para animar o serão. “Boa escolha!”, pensou ele, durante a exibição do filme.
Quando o seu grupo foi embora, pensou que as férias não podiam ter começado de melhor maneira, e regozijou-se quando, no dia seguinte, reparou que seria a primeira vez que nas férias ia estar toda a turma reunida, na primeira grande saída da época…
Depressa chegou Agosto e com ele o calor insuportável. Passavam grande parte do tempo dentro de água e, quando isso não acontecia, passeavam-se pela montanha – visível do quarto do Sérgio – onde o ar fresco dos pinheiros e dos eucaliptos apaziguava ligeiramente aquela temperatura diferente.
Até então as férias estavam a ser tal como o Sérgio as delineara cerca de um mês e meio antes. Já tinham descoberto locais que nunca antes haviam visitado, tinham entrado em aventuras no eucaliptal, ido até à praia, à piscina, e andado de bicicleta. Os tempos mortos eram poucos, pelo que ele mal tinha utilizado o computador e ainda menos a consola. Parte da sua pequena biblioteca particular tinha sido lida. A felicidade que sentia no último dia de aulas permanecia dentro dele.
Faltavam dois dias para o acontecimento que, julgava ele, iria marcar aquelas férias. O mesmo grupo que fora a casa dele há uns tempos organizara um acampamento, não muito longe (pois a vila tinha acabado de inaugurar um parque da campismo) e que duraria uma semana… Estavam todos ansiosos pelo acontecimento.
O dia chegara tão depressa como um tornado. O combinado era encontrarem-se todos no parque, pelas onze horas da manhã e não tinham de se preocupar com a alimentação, pois iam fazer as refeições num bar que existia dentro do recinto.
Como combinado, encontraram-se todos no parque à hora marcada. O êxtase fazia-se ver na cara de cada um. Depressa prepararam as tendas (ao todo eram seis pessoas: três rapazes e três raparigas). No fim, viram o excelente trabalho que tinham terminado e apreciaram o ambiente à sua volta. De novo o Sérgio pensou que melhor era impossível.
Na opinião dele, se até ali as férias tinham decorrido rapidamente, aquela semana passou-se num ápice e, quando reparou no tempo, já estavam a voltar para casa. Ia sentir saudades, mais tarde, dos jogos de cartas pela madrugada dentro, do acordar quando ainda o sol não nascera e sentir o ar fresco matinal do acampamento, dos jantares na esplanada ao crepúsculo, seguidos sempre de uma partida de bilhar ou de matraquilhos… Este sentimento mostrava como os momentos com os amigos eram importantes para ele e, assim sendo, inesquecíveis.
Mas as férias ainda não tinham acabado. Faltava um mês para iniciar o seu décimo ano de escolaridade e a única coisa que o entristecia verdadeiramente era ter de se separar dos seus amigos. Mas ele sabia que os amigos verdadeiros jamais se separariam e decidiu, desde o princípio, não pensar muito nisso. Assim o fez.
O tempo não parava e rapidamente iniciou Setembro. Agora sim, já pensava no que ia acontecer dentro de poucos dias. Aquelas duas últimas semanas foram vividas intensamente por ele, para que cada momento marcasse a sua memória para sempre.
No fim, os prognósticos que o Sérgio fizera havia dois meses e meio, estavam correctos. Apesar de ter sido o último ano e as últimas férias que teve com os seus amigos, não deixou de ser uma época alegre. Fora de facto marcante e aquelas férias não iam sair de sua mente, deixando-o sempre com uma enorme saudade quando se recordava delas…
Sombras da Montanha
O Sol sai do palco, a lua entra em cena no espectáculo da noite. Com ela entram bailarinas cintilantes. No cenário, vêem-se automóveis a atravessar as estradas curvas e sombrias que contornam as serras cobertas de neve.
Entre uivos e sopros, o frio apodera-se da montanha. Através do alcatrão, passam viaturas com um andamento rápido com pressa para sobreviver àquele ambiente sombrio. Pelo silêncio aterrador da noite, ouve-se um barulho agudo, que ensurdece as pedras e faz tremer as árvores. Houve um desastre, o tempo parou. O silêncio volta a apoderar-se da situação, enquanto o asfalto absorve o líquido viscoso que sai dos corpos. O frio queimava a pele pálida, o vento transporta as lágrimas gélidas das nuvens.
A morte sentia-se na floresta, os lobos pareciam inquietos, as corujas apavoradas, as hienas choravam. A melancolia era geral. A fúria do ar gelado recolheu os espíritos, por fim.
Eliano Santos
Parabéns a todos!
Alunos do 8º D (PIEF)
Eternamente
Era uma tarde como outra qualquer. O sol outonal brilhava esplendorosamente naquele imenso céu de tons azulados e alaranjados. Uma agradável brisa acariciava os seus cabelos loiros que percorriam os infinitos campos de trigo. De repente, parou e deixou-se cair à sombra da sua árvore preferida: era um carvalho gigante, cujas folhas exibiam uma cor fascinante de um alaranjado e amarelado vivos. Também estas dançavam ao sabor do vento e o som que faziam transmitia uma sensação de paz e felicidade inexplicáveis, e um cheiro a jasmim pairava no ar. Esta combinação de cores, sons e aromas fazia com que David se sentisse vivo! Extremamente vivo!
David sempre foi uma criança alegre, activa e feliz. Era um apaixonado pela vida, por viver! Um optimista sem limites! Sempre fora bastante independente… Vivia bem sozinho com a vida! É claro que tinha amigos e gostava de estar com a família, mas o sentimento que tinha pela Natureza, pelos animais, enfim, por tudo o que fazia parte da vida era maior. De uns olhos castanhos anormalmente expressivos, David era um rapaz simples, modesto e de uma simpatia que lhe conferia uma beleza diferente. David morava numa quinta, no fim do mundo. Como todos os rapazes de doze anos, que viviam em quintas, David adorava correr pelos campos e descobrir novas coisas.
Um dia, numa das visitas ao seu avô, aquele que era o seu confidente, e por quem sentia uma admiração e um respeito enormes, David pediu-lhe que lhe contasse uma daquelas histórias que lhe eram tão familiares, que o faziam sonhar.
Desta vez, a história baseava-se na imortalidade. Quando esta palavra soou nos ouvidos de David, os seus olhos iluminaram-se! A ideia de viver eternamente enchia-o de esperanças e de sonhos e uma enorme felicidade preenchia-lhe a alma…
“… Então diz a lenda que quem provar uma Pêra de uma certa árvore situada lá para sul, será imortal…” – quando o avô disse isto, David só pensava que apenas uns meros quilómetros o separavam do seu mais recente objectivo: tornar-se imortal. Depois disto, David não pensava em mais nada, só em crescer o mais rápido possível para se poder aventurar e partir em busca da tão desejada Pêra.
Os anos foram passando lentamente aos olhos de David. Mas ao fim de sete, continuava a ser um jovem estranhamente bonito, com a mesma expressividade no olhar, e com o mesmo sonho!
Quando completou dezanove anos, partiu em busca do seu tesouro, daquele que o fazia ter esperança. Partiu em busca da Pêra! Pelas indicações do seu avô, o que David ambicionava, estava relativamente perto: a uns duzentos quilómetros. Assim, saiu de casa, ainda de madrugada, e apanhou um comboio para Éden – a vila onde se localizava a pereira.

Éden era uma vila fantasma. Estava deserta e um nevoeiro espesso cobria-a. O vento assobiava músicas tristes e um cheiro a alfazema preenchia as ruas estreitas da vila. David, um amante da vida, ao ver esta paisagem, estremeceu e um frio incómodo percorreu-lhe o corpo. Mas, mesmo assim, não conseguiu desistir e foi à procura da árvore. Encontrou-a uma hora depois, e nesse tempo, não viu uma única alma. Mas o que lhe interessava isso? Acabara de encontrar a sua tão desejada Pêra! Sentiu uma satisfação tão grande ao pegar nela, que nada poderia estragar aquele momento. Até que, do meio do nevoeiro, surgiu uma rapariga que lhe tirou a Pêra das mãos. Ao aperceber-se desta situação, David revoltou-se e perguntou porque é que a misteriosa recém-chegada lhe tirara a Pêra.
_ É para teu bem! Não nos conhecemos, mas confia em mim! Esta árvore só traz tristeza e sofrimento… – respondeu a rapariga com sinceridade.
_ Não acredito! – Contrapôs David, já mais calmo.
Continuaram a debater-se, até que começou a chover. A rapariga sugeriu que fossem conversar para sua casa, e David, um pouco desconfiado, aceitou.
A casa de Melinda era muito humilde: tinha apenas uma sala, onde também era o seu quarto. Parecia que ninguém vivia ali, uma casa inabitada, de uma misteriosidade atractiva. Transmitia uma energia negativa, mas lá estavam secos e quentes. Deixaram um pouco o assunto da Pêra de lado e conheceram-se.
Melinda, mais conhecida por Mel, por ser uma pessoa doce, era uma rapariga de feições delicadas, lembrando uma bailarina. Mas uma bailarina triste, muito pálida e sincera. Revelava uma tristeza profunda, sentida. David sentia-se incomodado ao seu lado, visto que ele adorava a vida, e ela, pelo contrário, demonstrava uma relutância em viver. Era uma pessoa muito inquieta, pois mexia nos seus cabelos negros constantemente e andava de um lado para o outro, até que David, curioso com a história da pêra, disse:
_ Já percebi que houve algum problema com esta árvore. Podes-me contar?
De repente, Mel larga duas lágrimas que rolam pela sua face, e os seus olhos mostram uma escuridão infinita.
_ Sabes o que é veres a tua família, os teus amigos partirem e tu ficares cá porque não podes partir? – Ela disse isto com um ódio e uma raiva tais, que David assustou-se.
_ Não… Já entendi! És imortal, certo? – Proferiu estas palavras cautelosamente.
Melinda acenou com a cabeça e depois disse, com uma seriedade, que David, naquele momento, teve de lhe prometer:
_ Só uma coisa: promete que não comes aquelas malditas Pêras. Não quero que ninguém passe pelo que eu passei… Ninguém merece!
Após a conversa, Melinda despediu-se de David, escondendo subtilmente a Pêra que este colhera, para que não se sentisse tentado. David saiu de casa de Mel e, no regresso para casa, passou pela árvore. Ele sabia que tinha prometido que não se tornaria imortal. Mas o desejo era mais forte… Tinha esperado tanto tempo, que agora não lhe conseguia resistir… Então, aproximou-se da pereira e colheu a fruta com tanto cuidado, parecendo que a acariciava… Tomou-a nas mãos, sentindo que tinha a vida, aquela que tanto gostava, entre elas. Durante breves instantes, a sua mente encheu-se de dúvidas: se devia satisfazer o seu sonho para se sentir realizado ou se devia cumprir a promessa que fizera. Decidiu-se pela primeira opção. Comeu a Pêra calmamente, saboreando cada pedaço.
Assim, David tornou-se imortal.
Os anos foram passando e ele não envelhecia. Mas, os seus olhos foram perdendo a expressividade, tornando-se gélidos como os de Melinda.
Um dia, passados oitenta anos, David regressou a Éden: aquela vila que lhe tinha tirado a vida, uns anos antes. Encontrou a vila tal como a recordava, mas com um pouco mais de tristeza.
Quando se deparou com a pereira, um arrependimento imenso apoderou-se dele. Repentinamente lá estava ela, com a mesma doçura triste de sempre.
_ Passou tanto tempo… - Disse Mel, saudosamente – reparo que não cumpriste a promessa.
_ Acertaste. Porque não te dei ouvidos? – As suas palavras eram de arrependimento e sofrimento.
_ Eu avisei… Uma tristeza eterna… A que não se pode pôr fim…
_ Pois… Para que serve sermos imortais se não estamos com quem gostamos? Para que queremos a eternidade se estamos sozinhos? – Com estas palavras, Mel reparou que David se tinha conformado…
_ Não acredito! – Contrapôs David, já mais calmo.
Continuaram a debater-se, até que começou a chover. A rapariga sugeriu que fossem conversar para sua casa, e David, um pouco desconfiado, aceitou.
A casa de Melinda era muito humilde: tinha apenas uma sala, onde também era o seu quarto. Parecia que ninguém vivia ali, uma casa inabitada, de uma misteriosidade atractiva. Transmitia uma energia negativa, mas lá estavam secos e quentes. Deixaram um pouco o assunto da Pêra de lado e conheceram-se.
Melinda, mais conhecida por Mel, por ser uma pessoa doce, era uma rapariga de feições delicadas, lembrando uma bailarina. Mas uma bailarina triste, muito pálida e sincera. Revelava uma tristeza profunda, sentida. David sentia-se incomodado ao seu lado, visto que ele adorava a vida, e ela, pelo contrário, demonstrava uma relutância em viver. Era uma pessoa muito inquieta, pois mexia nos seus cabelos negros constantemente e andava de um lado para o outro, até que David, curioso com a história da pêra, disse:
_ Já percebi que houve algum problema com esta árvore. Podes-me contar?
De repente, Mel larga duas lágrimas que rolam pela sua face, e os seus olhos mostram uma escuridão infinita.
_ Sabes o que é veres a tua família, os teus amigos partirem e tu ficares cá porque não podes partir? – Ela disse isto com um ódio e uma raiva tais, que David assustou-se.
_ Não… Já entendi! És imortal, certo? – Proferiu estas palavras cautelosamente.
Melinda acenou com a cabeça e depois disse, com uma seriedade, que David, naquele momento, teve de lhe prometer:
_ Só uma coisa: promete que não comes aquelas malditas Pêras. Não quero que ninguém passe pelo que eu passei… Ninguém merece!
Após a conversa, Melinda despediu-se de David, escondendo subtilmente a Pêra que este colhera, para que não se sentisse tentado. David saiu de casa de Mel e, no regresso para casa, passou pela árvore. Ele sabia que tinha prometido que não se tornaria imortal. Mas o desejo era mais forte… Tinha esperado tanto tempo, que agora não lhe conseguia resistir… Então, aproximou-se da pereira e colheu a fruta com tanto cuidado, parecendo que a acariciava… Tomou-a nas mãos, sentindo que tinha a vida, aquela que tanto gostava, entre elas. Durante breves instantes, a sua mente encheu-se de dúvidas: se devia satisfazer o seu sonho para se sentir realizado ou se devia cumprir a promessa que fizera. Decidiu-se pela primeira opção. Comeu a Pêra calmamente, saboreando cada pedaço.
Assim, David tornou-se imortal.

Os anos foram passando e ele não envelhecia. Mas, os seus olhos foram perdendo a expressividade, tornando-se gélidos como os de Melinda.
Um dia, passados oitenta anos, David regressou a Éden: aquela vila que lhe tinha tirado a vida, uns anos antes. Encontrou a vila tal como a recordava, mas com um pouco mais de tristeza.
Quando se deparou com a pereira, um arrependimento imenso apoderou-se dele. Repentinamente lá estava ela, com a mesma doçura triste de sempre.
_ Passou tanto tempo… - Disse Mel, saudosamente – reparo que não cumpriste a promessa.
_ Acertaste. Porque não te dei ouvidos? – As suas palavras eram de arrependimento e sofrimento.
_ Eu avisei… Uma tristeza eterna… A que não se pode pôr fim…
_ Pois… Para que serve sermos imortais se não estamos com quem gostamos? Para que queremos a eternidade se estamos sozinhos? – Com estas palavras, Mel reparou que David se tinha conformado…
Ana Cláudia Paiva
Férias Vividas
Mal chegou a casa, pousou a mochila num canto da sala e seguiu para o seu quarto. As aulas tinham terminado. Tinha acabado de completar o nono ano com notas excelentes, e este era um dos motivos pelos quais o Sérgio se sentia realizado.
Sem mais nada para fazer, dirigiu-se calmamente para um cadeirão onde se afundou. À sua frente tinha uma grande varanda, a maior de sua casa, e tinha como fundo uma bela paisagem de montanhas altas, vestidas de um verde vivo típico da época. Ainda não era noite, e por isso o Sol iluminava cada canto da floresta que cobria todo o seu campo de visão. Aquele era o cenário perfeito para imaginar umas férias perfeitas, segundo o que ele pensava.

Era um rapaz pacato. Gostava de praticar desporto, principalmente futebol. Era apaixonado pelo xadrez, por música, pelos livros e não desgostava de andar de bicicleta. Tinha um bom temperamento. Não negava ajuda aos outros e manifestava constantemente uma enorme alegria e vontade de viver…
O Sérgio tinha finalizado um ano particularmente especial. Recordava nitidamente a sua viagem de finalistas, aquela semana que jamais esquecerá, pois todos os momentos que passa com os seus amigos são inesquecíveis. Ao longo do ano atingira com sucesso todas as etapas que ele próprio definira, conseguindo alcançar notas com níveis acima da média. Mostrara-se sempre responsável, nas tarefas que lhe eram solicitadas, e acreditava seriamente que rara fora a vez que desiludira alguém. Tinha sido um ano excelente e, por isso, merecia o descanso que chegara.
Agora encontrava-se ali, a pensar nas Férias de Verão que iam então começar. Jamais ia descartar os amigos. Para ele se sentir bem tinha de estar sempre inserido no seu grupo e queria divertir-se ao máximo com eles: passear – de bicicleta ou a pé – pela região e aproveitar o bom tempo que se fazia sentir. O calor estava mesmo a convidá-lo para uns mergulhos no mar, no rio ou na piscina.
Ler fazia também parte dos seus planos. Para onde quer que fosse, um livro andava sempre com o Sérgio. Ele sabia que na imaginação de um autor ou num bom livro o impossível pode sempre acontecer…
Ele é sociável e, portanto, gostava de conhecer novas pessoas que partilhassem os mesmos interesses. Nos tempos mortos (quem não os teve alguma vez?), iria para o computador ou então jogar consola.
Uma vez que já imaginara as férias que gostava de ter, decidiu recordar algumas situações que viveu e que sentiu no ano que tinha terminado.
Fora sobretudo o ano da descoberta. Pela primeira vez observava o mundo com outros olhos. Descobrira as amizades, fizera as opções que iam determinar o seu futuro, não só académico, como também profissional, divertira-se nas alturas em que isso era possível e superara alguns desafios que lhe foram propostos. Por todas estas razões sentia aquela felicidade que parecia armazenada no seu peito. Não negava que se sentia cansado e que estava à espera daquelas férias há já algum tempo, mas tudo isso é natural na adolescência, esse misto e confusão de sentimentos…
Comentara muitas vezes com os seus colegas que o ano estava a voar e era verdade. Parecia-lhe que ainda há pouco tinha iniciado o ano lectivo que terminara há uma hora atrás, mas logo dava conta que afinal já estava ali, sentado, a observar aquela paisagem que lhe transmitia tranquilidade. Gostava do sítio onde morava, era das poucas freguesias do seu distrito que estavam pouco industrializadas e desejava que assim permanecesse durante muitos e longos anos. Aquela era a pequena vila onde nascera e crescera e vê-la destruída era algo que não queria.
Não tinha irmãos e, como os seus pais trabalhavam durante o dia todo, pensou em organizar uma festa para um grupo restrito de amigos. Não seria algo muito elaborado! Pensava organizar um jantar feito pela sua mãe (que preparava uns petiscos muito bons) e seguidamente as pipocas e um filme iriam marcar presença. Não podia ser naquele dia pois já não havia tempo para os preparativos, mas seria num dos dias seguintes, para iniciar de uma boa maneira as férias.
Esperou que os pais chegassem a casa e explicou-lhes a sua ideia. A autorização foi concedida. Cada vez mais feliz, convidou os seus cinco amigos especiais e eles aceitaram. A festa da segunda-feira seguinte estava assegurada.
O fim-de-semana passou rapidamente. Como ainda não tinha nada combinado, decidiu ler e duas horas antes da pequena festa, já estava a chegar ao fim do livro. E reparou, então, que tinha de parar para organizar os últimos preparativos.
O jantar estava pronto quando o seu grupo chegou. A mãe do Sérgio tinha-se prontificado a ir até lá a casa fazer o manjar, mas logo depois saiu para o seu turno. O pai dele não iria chegar tão cedo e, portanto, eles estavam sozinhos em casa. Não havia qualquer problema. Depois do jantar, as pipocas entraram em acção, bem como o thriller que eles tinham escolhido para animar o serão. “Boa escolha!”, pensou ele, durante a exibição do filme.
Quando o seu grupo foi embora, pensou que as férias não podiam ter começado de melhor maneira, e regozijou-se quando, no dia seguinte, reparou que seria a primeira vez que nas férias ia estar toda a turma reunida, na primeira grande saída da época…
Depressa chegou Agosto e com ele o calor insuportável. Passavam grande parte do tempo dentro de água e, quando isso não acontecia, passeavam-se pela montanha – visível do quarto do Sérgio – onde o ar fresco dos pinheiros e dos eucaliptos apaziguava ligeiramente aquela temperatura diferente.
Até então as férias estavam a ser tal como o Sérgio as delineara cerca de um mês e meio antes. Já tinham descoberto locais que nunca antes haviam visitado, tinham entrado em aventuras no eucaliptal, ido até à praia, à piscina, e andado de bicicleta. Os tempos mortos eram poucos, pelo que ele mal tinha utilizado o computador e ainda menos a consola. Parte da sua pequena biblioteca particular tinha sido lida. A felicidade que sentia no último dia de aulas permanecia dentro dele.
Faltavam dois dias para o acontecimento que, julgava ele, iria marcar aquelas férias. O mesmo grupo que fora a casa dele há uns tempos organizara um acampamento, não muito longe (pois a vila tinha acabado de inaugurar um parque da campismo) e que duraria uma semana… Estavam todos ansiosos pelo acontecimento.
O dia chegara tão depressa como um tornado. O combinado era encontrarem-se todos no parque, pelas onze horas da manhã e não tinham de se preocupar com a alimentação, pois iam fazer as refeições num bar que existia dentro do recinto.
Como combinado, encontraram-se todos no parque à hora marcada. O êxtase fazia-se ver na cara de cada um. Depressa prepararam as tendas (ao todo eram seis pessoas: três rapazes e três raparigas). No fim, viram o excelente trabalho que tinham terminado e apreciaram o ambiente à sua volta. De novo o Sérgio pensou que melhor era impossível.
Na opinião dele, se até ali as férias tinham decorrido rapidamente, aquela semana passou-se num ápice e, quando reparou no tempo, já estavam a voltar para casa. Ia sentir saudades, mais tarde, dos jogos de cartas pela madrugada dentro, do acordar quando ainda o sol não nascera e sentir o ar fresco matinal do acampamento, dos jantares na esplanada ao crepúsculo, seguidos sempre de uma partida de bilhar ou de matraquilhos… Este sentimento mostrava como os momentos com os amigos eram importantes para ele e, assim sendo, inesquecíveis.
Mas as férias ainda não tinham acabado. Faltava um mês para iniciar o seu décimo ano de escolaridade e a única coisa que o entristecia verdadeiramente era ter de se separar dos seus amigos. Mas ele sabia que os amigos verdadeiros jamais se separariam e decidiu, desde o princípio, não pensar muito nisso. Assim o fez.
O tempo não parava e rapidamente iniciou Setembro. Agora sim, já pensava no que ia acontecer dentro de poucos dias. Aquelas duas últimas semanas foram vividas intensamente por ele, para que cada momento marcasse a sua memória para sempre.
No fim, os prognósticos que o Sérgio fizera havia dois meses e meio, estavam correctos. Apesar de ter sido o último ano e as últimas férias que teve com os seus amigos, não deixou de ser uma época alegre. Fora de facto marcante e aquelas férias não iam sair de sua mente, deixando-o sempre com uma enorme saudade quando se recordava delas…
Tiago Moreira
Sombras da Montanha
O Sol sai do palco, a lua entra em cena no espectáculo da noite. Com ela entram bailarinas cintilantes. No cenário, vêem-se automóveis a atravessar as estradas curvas e sombrias que contornam as serras cobertas de neve.

Entre uivos e sopros, o frio apodera-se da montanha. Através do alcatrão, passam viaturas com um andamento rápido com pressa para sobreviver àquele ambiente sombrio. Pelo silêncio aterrador da noite, ouve-se um barulho agudo, que ensurdece as pedras e faz tremer as árvores. Houve um desastre, o tempo parou. O silêncio volta a apoderar-se da situação, enquanto o asfalto absorve o líquido viscoso que sai dos corpos. O frio queimava a pele pálida, o vento transporta as lágrimas gélidas das nuvens.
A morte sentia-se na floresta, os lobos pareciam inquietos, as corujas apavoradas, as hienas choravam. A melancolia era geral. A fúria do ar gelado recolheu os espíritos, por fim.
Eliano Santos
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